De sedentário a Ultramaratonista!

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Ike Yagelovic já pesou 120 kg e hoje completa provas de ultramaratona em lugares radicais, como o sertão brasileiro e a cordilheira dos andes.

Ike, mineiro de Belo Horizonte, 57 anos, jornalista há mais de 30, mora há 20 anos no meio das montanhas de Nova Lima, em meio a uma mata onde ainda sobrevive uma razoável fauna e flora nativas.  Sempre foi um apaixonado por viagens, desafios, natureza e, principalmente, montanhas. Estes ingredientes estão entre os principais motivos para a escolha de próxima prova que irá participar. Correr, para ele, tem sinônimo de felicidade, de superação, nunca de sofrimento.  Velocidade nas provas é algo que não persegue, mas considera fundamental correr dentro do tempo permitido e respeitando  os tempos de corte. Treina com estes objetivos e por prova. Podium, para ele, só é motivo de felicidade quando lá vê  os amigos que treinam com esta função.  Ele mesmo não treina com este objetivo, apesar de algumas vezes estar entre os primeiros na sua categoria. Não o perguntem em quais provas, pois é algo que ele não se lembra. Sua maior preocupação é treinar a resistência, para que não seja vencido pelos limites físicos da falta de treino adequado para o percurso. 

 

Começou a correr após os 50 anos, como parte de um treinamento iniciado 3 anos antes, para perder um pouco dos seus 110 quilos da época. E foi no trail run que resolveu fazer sua primeira maratona. Recém saído de um tratamento de câncer, escolheu  o Deserto do Atacama como o local para este desafio. Como ele dizia na época, se conseguisse vencer o deserto, iria ser difícil ter alguma maratona que o parasse. E conseguiu. A partir daí, vieram alguns desafios, sempre aliando destinos de rara beleza e corrida, como o próprio Atacama,  dois El Cruce (em percursos diferentes, claro), Costão do Santinho, Ushuaia, APTR Pico do Itacolomi, alguns Xterra de Tiradentes (50k e 21k, juntos ou separado), Mariana, Bombinhas, Aconcágua e várias outras provas menores, de 21k ou abaixo disso, incluindo várias Volta da Pampulha, uma das poucas provas de asfalto que ele ainda participa, mais para encontrar a galera das provas de rua. E ainda fez parte da equipe de teste do percurso do Caminho de Peregrinação Caminhos de Rosa, com seus 165km no meio da poeira do sertão de Guimarães Rosa,  idealizado e comandado pelos grandes amigos ultramaratonistas, André Zumzum e Monica Otero, além de fazer a ultra de 57k no mesmo caminho.  

 

Seu foco atual é seu terceiro El Cruce, em dezembro de 2018, mês em que vai completar 60 anos de idade. A prova vai sair da cidade de Pucon, na Patagônia chilena, e cruzar os Andes até a Argentina. 

 

 

Não gosta de repetir provas de trail running, exceção feita ao Xterra de Tiradentes, mais em função de ser um local onde encontra grande parte dos amigos corredores e da bike, além da vibe da cidade histórica vive no final de semana das provas. 

 

Um dos fundadores do grupo de trail run, Os Insanos, uma brincadeira que  começou com treinamentos conjuntos e resultou em uma sólida amizade. Um pequeno grupo, com apenas 7 corredores de Belo Horizonte, Nova Lima, Itabirito, Rio, São Paulo e, agora, Florianópolis, mas que faz um bom barulho. 

Além da corrida, tem no karatê e no boxe, duas paixões no esporte e pratica também, semanalmente,   treinamentos funcional para se preparar para as provas. E uma escapadela ou outra no moutain bike. 

 

Ike se define como um corredor comum, meio casca grossa,  em busca de lugares incomuns. Como jornalista, procura sempre trabalhar na divulgação e incentivo das corridas, seja de asfalto ou trail running com entrevistas, apoio na divulgação, distribuição de inscrições nas provas parceiras e, principalmente apoio em eventos esportivos solidários. Sempre esteve nas chefias de equipes de jornalistas em  veículos de comunicação importantes como a extinta TV Manchete, TV Globo Minas, Rádio CBN e, agora,  Rádio BandNews FM. Foi um dos organizadores da Primeira Maratona Solidária de Mariana, juntamente com André Zumzum e Anderson Cordeiro. 

 

Ike tem uma frase que costuma resumir o que sente em relação às montanhas: “Quero viver enquanto tiver forças para conseguir seguir para as montanhas, pelas trilhas. Mas, não necessariamente, desejar estas forças para de lá sair”.